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CAPUL E CCPR REALIZAM DIA DE CAMPO EM BURITIS

postado em 30 de out. de 2013 18:50 por Augusto Portugal

No dia 19 de outubro a CAPUL e CCPR- Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais, com parceria da FAEMG - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, SESCOOP - Serviço de Aprendizagem do Cooperativismode Minas Gerais e a Prefeitura de Buritis realizaram um Dia de Campo do Projeto Balde Cheio em Buritis. O evento ocorreu na propriedade do produtor rural Luiz Ney de Andrade no Sítio Pequizal.



A cerimônia de abertura foi conduzida pelo coordenador dos projetos de assistência técnica da CAPUL, Carlos Mello e a coordenadora do Projeto Balde Cheio, Mayra Moreira,  contou com a presença do Presidente do Sindicato Rural Délio Prado Lopes, a gerente da Filial da CAPUL em Buritis, Ilza Santos, o coordenador de captação de leite CCPR, Diogo Clinquart, os técnicos de captação de leite da CCPR Bruno Andrade e Camila Assis, o técnico da propriedade Wander Dias Franco, o veterinário da propriedade Kleisler Ribeiro, Luiz Ney e sua família, além dos 270 pessoas que compareceram para prestigiar o evento.



Durante o ciclo de palestras o técnico da propriedade Wander Dias fez a apresentação da propriedade, o técnico do Projeto Balde Cheio Gustavo Pereira, falou sobre irrigação de pastagens e o Coordenador de captação de leite da CCPR, Diogo Clinquart abordou o tema qualidade de leite.



O trabalho de assistência técnica do Projeto Balde Cheio começou no Sitio Pequizal no dia 01 de Março de 2012. Luiz Ney foi um dos primeiros a participar do Projeto em Buritis.        Uma das maiores preocupações da propriedade era a falta de volumoso, tanto na seca como nas águas. No verão a pastagem não eram suficientes devido ao pouco rendimento e as baixas lotações conseguidas, tendo a necessidade de alugar pasto de vizinhos (3 ha). E no inverno devido a propriedade ser “pequena” (7 ha) a produção de volumoso tinha que vir toda de fora, ou seja, o produtor produzia cerca de 90% de todo volumoso gasto durante a seca fora de sua propriedade o que aumentava muito o custo de produção.



O 1º passo foi a construção do módulo de mombaça irrigado rotacionado, uma vez que já possuía disponibilidade de água. Foi construído um reservatório para melhor eficiência do sistema irrigado, e montado os piquetes rotacionados na área de 0,6ha de área total e 0,5ha de área livre dividido em 28 piquetes de mombaça.



Com a construção do mombaça irrigado, parte do problema de volumoso na seca foi resolvido, pois a menor lotação conseguida na área de  0,5ha foi 4 vacas, isso devido ao período mais frio e aos dias mais curtos. Período esse que ocorreu entre 20 de maio a 20 de julho. Nos demais meses do ano a lotação média foi de 7 vacas na área, ou seja, 14 vacas/há.



Com isso a propriedade deixou de ser “pequena” e o produtor deixou de alugar pasto de vizinhos e hoje ele vê o real potencial de sua propriedade. Baixou o custo de produção por oferecer um alimento barato de alta qualidade com isso baixando o gasto de concentrado além de melhorar a saúde dos animais da propriedade.



O objetivo da propriedade no início do projeto era de 300 litros/dia, agora que o produtor sabe seu real potencial já fala em 1000 litros/dia.


 


Por: Mariele Almeida/ Assessora de Comunicação CAPUL


Fonte: Assistência Têcnica do Projeto Balde Cheio


Imagens: Arquivo CAPUL


Matéria original: CAPUL