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Workshop ”Fundamentos de Produção e Qualidade do leite da Nova Zelândia e do Brasil”

postado em 4 de out. de 2019 04:47 por Wallisson Lara   [ 4 de out. de 2019 07:12 atualizado‎(s)‎ ]

Balde Cheio busca corrigir problemas específicos do leite em Minas

postado em 10 de jul. de 2018 04:08 por Augusto Portugal   [ 10 de jul. de 2018 04:08 atualizado‎(s)‎ ]

Fonte: MilkPoint

Produtores de leite do sul de Minas Gerais que já conseguiram solucionar o problema de alimentação das vacas leiteiras e aumentar a produtividade seguem agora outro caminho. Eles enfrentam problemas mais específicos, que o projeto Balde Cheio também ajuda a solucionar. Infestação de carrapatos, adequação de projetos de irrigação, estruturação do rebanho para adaptação ao compost barn - essas são algumas das demandas que a equipe do projeto encontrou no Estado em meados de junho.


Equipe caminha por corredor que será abaulado em São Gonçalo de Sapucaí 

O Balde Cheio é uma iniciativa da Embrapa que busca capacitar técnicos em extensão rural para dar assistência a produtores de leite. Tradicionalmente, a pecuária leiteira é praticada por pequenos produtores, pouco tecnificados, que enfrentam muitas dificuldades no Brasil. O projeto está completando 20 anos em 2018 e tem mudado a vida de milhares de famílias no campo.

O pesquisador Artur Chinelato de Camargo, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP), idealizador do Balde Cheio, visitou algumas propriedades nos municípios de Divisa Nova, Monsenhor Paulo, São Gonçalo do Sapucaí, Campanha, Maria da Fé e Guaranésia, sempre acompanhado do coordenador do projeto em Minas Gerais e Bahia, Walter Miguel Ribeiro, do supervisor regional Alexandre Prado e do pesquisador Alessandro Minho, também da Embrapa Pecuária Sudeste.

A metodologia utiliza a propriedade familiar como sala de aula real e os contatos entre o técnico treinado e o produtor acontecem pelo menos uma vez por mês. Os dois sempre combinam algumas tarefas que devem ser cumpridas pelo produtor e checadas pelo técnico. A adoção de tecnologias respeita o ritmo de cada propriedade. Não há burocracia e tanto o técnico quanto o produtor podem deixar o projeto a qualquer momento.

‘Dá pra viver do leite’

Em cada município, um técnico do Balde Cheio acompanhou a equipe e apresentou os dados das propriedades. Em Divisa Nova, o grupo esteve no Sítio Vista Alegre, de João Cândido Melo Carvalho e Frederico Mendes Carvalho, pai e filho. Na área de 188 hectares, eles produzem leite, queijos, arroz, têm gado de corte e a reserva legal.

O técnico Antônio Celso Pelaquim apresentou aos visitantes informações zootécnicas e financeiras da propriedade, coletadas nos últimos dez meses, quando a família aderiu ao projeto. Frederico recebeu como recomendações providenciar a outorga da água que passa pelo sítio para, futuramente, irrigar seus piquetes. Ele também terá que proteger uma área de preservação permanente, para não permitir a aproximação do gado, plantar aveia e visitar uma propriedade nas mesmas condições para conhecer o sistema de irrigação.

“Quando a gente começou no Balde Cheio, já não via mais futuro na atividade leiteira. Você vai tentando, tentando sozinho e não vai. Chega uma hora que para, trava, e você não dá conta. Foi aí que fui atrás do pessoal do Balde Cheio”, conta o rapaz, que se formou em agronomia e decidiu trabalhar no sítio da família. Hoje ele diz que é possível viver da renda do leite e do queijo, se tiver a assistência técnica para ir adequando sua produção.

Água e fertilidade

Em Guaranésia, a equipe visitou a Fazenda Gordura, de Caio Rivetti, que retornou ao Balde Cheio em janeiro de 2017. Ali, Artur recomendou que o produtor reveja seu sistema de irrigação, já instalado, e providencie composto orgânico para melhorar a fertilidade do solo.

Rivetti já irriga alguns piquetes, mas deve mudar o esquema. Em vez de molhar a pastagem todas as noites, ele passará a irrigar uma noite e deixar três sem irrigação. Esse intervalo vai favorecer o sistema radicular da planta, que deixa de ficar “preguiçoso” e deve se aprofundar mais no solo. O produtor já faz exames de brucelose e tuberculose anualmente no rebanho e adotou a análise de solo como rotina.

Carrapatos, corredores e rebanho

Helena Frota foi a técnica que acompanhou a equipe na Fazenda Santa Maria, em São Gonçalo do Sapucaí. O produtor Henrique Meirelles faz o manejo correto no pastejo rotacionado, tem registrado um incremento da produtividade a cada ano e investiu na sala de ordenha. Este ano está ampliando a área de pastagem para as vacas e a projeção é produzir 4.600 litros/dia. A produtividade deve chegar a 7.100 litros/hectare/ano.

Aparentemente, está tudo correndo bem na Santa Maria. Mas Helena, Artur e Walter perceberam que o produtor pode aumentar sua renda se corrigir alguns problemas específicos, como a infestação por carrapatos, providenciar o abaulamento de corredores por onde os animais passam e, principalmente, rever a estrutura do rebanho.

Segundo Helena, a fazenda tem 34% de vacas em lactação – o que foi considerado um número muito preocupante pela equipe do Balde Cheio. Isso porque seu Henrique tem um custo alto com os animais que não estão produzindo. Ele e a filha, a veterinária Raquel, devem visitar uma propriedade no interior de São Paulo que está conseguindo controlar os carrapatos sem o uso de produtos químicos.

Viabilizando o compost barn

Em Monsenhor Paulo, o proprietário da fazenda Primavera, Anderson Ferreira Totti construiu uma estrutura para confinar 160 animais no sistema compost barn. O problema na fazenda Primavera é que o barracão está subutilizado porque Anderson não tem vacas suficientes para colocar na área. A indicação do Balde Cheio é que ele venda novilhas e adquira vacas em lactação, prestes a entrar nessa fase ou mesmo prenhes. O milho cultivado na propriedade é usado para silagem e o café terá a palhada aproveitada no compost barn.

Café com leite

No Sítio da Pedra, em Campanha, o casal Elza e Sérgio Dias de Castro também foi visitado pela equipe do Balde Cheio. Eles estão manejando o gado em pastejo rotacionado e planejam ampliar a área de pastagem. A técnica Helena Frota os ajuda a negociar com o filho as áreas que serão destinadas à ampliação do plantio de café e da produção de leite.

Artur gostou do que viu na propriedade e anotou algumas recomendações. Dona Elza e seu Sérgio começaram recentemente a estudar inglês na cidade para entender a conversa dos gringos na hora de negociar o café especial. “Nem sempre nossos filhos estarão com a gente. Então precisamos aprender”, disse ela.

Evolução 

André dos Reis Silva está no Balde Cheio há seis anos. Ele é dono do sítio Santo Antônio, em, Paraguaçu, que desta vez não foi visitado pela equipe. Mas André acompanhou a equipe do projeto em São Gonçalo do Sapucaí. Ele conta que, antes de procurar a assistência técnica, produzia cerca de 50 litros/dia. Hoje tira 350 litros/dia. “Tenho potencial para produzir mil litros por dia em 6 hectares”, afirma.

André produz queijo fresco e iogurte e conseguiu o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) para vender em Paraguaçu. “O Balde Cheio tem sido uma experiência muito significativa. A gente produzia pouco, não enxergava a atividade leiteira como rentável. Hoje vemos que a produção de leite é sustentável”.

Ele disse que começou dividindo a propriedade em piquetes. “Primeiro a gente fica com o pé atrás. Mas com o tempo, vai vendo os resultados e adquirindo confiança.” Segundo ele, dá para viver tranquilo com a produção do leite. André é casado e tem duas filhas.

As informações são da Embrapa Pecuária Sudeste. 

Propriedades que usam tecnologia produzem cinco vezes mais leite que a média nacional

postado em 27 de fev. de 2018 08:56 por Augusto Portugal

Fonte Embrapa

Foto: Juliana Sussai

Juliana Sussai -

Produtores do Programa Balde Cheio em Minas Gerais produziram cinco vezes mais leite em 2016 do que a produção média nacional estimada por fazenda leiteira. A partir de uma amostra de 288 produtores de 108 municípios do estado, observou-se que a produção diária de leite de uma propriedade assistida pelo programa foi de 391 litros, enquanto a média nacional é de 72 litros ao dia por fazenda.

Essas informações fazem parte de um levantamento econômico, zootécnico e de adoção de tecnologias em propriedades participantes do Balde Cheio mineiro - acesse aqui o relatório. A pesquisa, realizada pela Embrapa Pecuária Sudeste, com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (FAEMG), apresenta dados de área, rebanho, produção leiteira, produtividade, qualidade de leite, custeio, investimentos e outros dados das fazendas assistidas durante o ano de 2016.

O Balde Cheio capacita técnicos da extensão rural em produção intensiva de leite, boas práticas de manejo e conhecimentos de gestão financeira a produtores de leite de todo o Brasil.  Com metodologia inovadora, o programa recicla conhecimentos de pesquisadores, técnicos e produtores, transformando a fazenda em uma “sala de aula prática” a fim de promover o desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira.

Margem bruta de R$ 60 mil anuais

De acordo com o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo, os indicadores trazem um diagnóstico da realidade dos pecuaristas de leite acompanhados pelo Balde Cheio no Estado de Minas.

Em média, cada produtor gerou uma renda anual de aproximadamente R$ 198 mil, valor superior ao observado em sistemas tradicionais de baixa produtividade. A margem bruta de lucro anual também é positiva, cerca de R$ 60 mil.

Impacto econômico regional

A renda gerada por esses produtores, principalmente pequenos e médios, contribui para movimentar a economia do município onde moram. "O impacto do projeto extrapola a fazenda, principalmente quando você pensa em vários produtores em um município pequeno. O leite tem uma capacidade de gerar renda que fica no município, porque o produtor gasta com mão de obra, com os insumos que ele compra na cooperativa, com o pagamento de impostos, etc.”, explica André Novo. Para o diretor da FAEMG e presidente da Comissão de Leite da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, os indicadores mostram que, além de competitiva, a atividade nas propriedades assistidas pelo Balde Cheio em Minas pode ser menos dramática, mesmo em momentos de crise.

Reinvestindo os lucros

Em 2016, os produtores aplicaram em torno de 30% da margem bruta de lucro em melhorias para aumento da produção e da produtividade. Esse investimento  pode indicar confiança na atividade. No ano, em média, o investimento foi de R$ 18 mil. “Isso indica que eles acreditam no trabalho e que precisam aumentar escala, melhorar a produção e ter mais lucro”, afirma Novo.

A média da produtividade das fazendas alcançou números registrados em países como Uruguai e Argentina, reconhecidos pela alta produtividade. A média chegou a 4,4 mil litros/hectare/ano.

Produção de 12,4 litros diários por animal

Quando se fala em litros de leite por vaca em lactação, a média nas propriedades assistidas pelo Balde Cheio também está acima da nacional. São 12,4 litros diários por vaca, enquanto a brasileira é em torno de quatro litros.

O levantamento ainda demonstrou que mais de 70% das propriedades são de pequeno porte. A área das fazendas variou de 1,3 a 870 hectares, com média de 52,2 hectares. A maioria (58%) possui menos de 50 hectares e apenas 10% mais de 100 hectares. “O Balde Cheio derruba o mito de que tecnologia custa caro e não é acessível ao pequeno produtor. Ele se baseia em um diagnóstico bem estudado e no apontamento de arranjos simples na propriedade. Muito trabalho, sem grandes investimentos. É muito mais uma mudança de comportamento dos produtores, que aceitam ousar e inovar, alcançando muito mais produtividade e renda em sua atividade”, destaca Alvim.

Programa reúne gestão financeira com boas práticas de produção

Para André Novo, os bons índices são resultado da intensificação do processo de produção com acompanhamento técnico especializado. “Deve-se a um conjunto de tecnologias aplicado em uma sequência lógica. De forma coerente e gradual, os técnicos do programa introduziram tecnologias de gestão, de processos e de manejo que culminaram com o bom desempenho das propriedades. O produtor ganha dinheiro porque plantou um pasto melhor, tem controle de quanto custa o leite produzido, tem planilhas econômicas e zootécnicas, preocupa-se com manejo ambiental e melhoramento genético do rebanho, ou seja, é um conjunto de fatores que fazem o negócio dar certo”, explica. Ele ainda ressalta que não há fórmula mágica, e os fatores de produção podem ser modulados de acordo com a realidade de cada produtor.

O produtor de leite Paulo Fernando Mendes, de Santos Dumont (MG), entrou no Balde Cheio em 2008. Para tentar reverter uma média de produção de leite muito baixa, começou a utilizar as metodologias recomendadas pelo programa. Em 2016, manteve uma faixa de 1.200 litros de leite ao dia, com média de 29 kg de leite por vaca. Mendes está entre os melhores produtores do projeto em Minas, o que demonstra que a intensificação da produção leiteira, feita de modo sustentável, é gradativa e necessita de tempo.

Balde Cheio em Minas

O Estado de Minas Gerais é responsável por 26% da produção de leite do País. Promover a melhoria das condições tecnológicas, tornando as propriedades sustentáveis e mais rentáveis, contribui para o desenvolvimento da pecuária leiteira.

O programa Balde Cheio, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste, foi implementado em Minas Gerais há 11 anos pelo Sistema FAEMG. Atualmente, o Balde Cheio está presente em 330 municípios e conta com 210 técnicos para atender cerca de 2,5 mil produtores de leite.

O objetivo é capacitar profissionais de extensão rural em produção intensiva de leite, promover a troca de informações sobre aplicação de tecnologias e monitorar os impactos ambientais, econômicos e sociais nos sistemas de produção. Os extensionistas aplicam um conjunto de técnicas nas propriedades participantes para a melhoria da produtividade, o manejo adequado e o desenvolvimento sustentável.

Em paralelo à intensificação e manejo intensivo do pasto e dos animais, produtor e técnico recebem orientações de como gerir a atividade sem descuidar dos aspectos ambientais e legais. “É um programa especial e tem apresentado tanto sucesso por seguir um modelo dos tempos atuais, de assistência personalizada, por projeto, com técnicos especializados na atividade e atualizados em treinamentos, oferecendo assim diagnóstico, soluções, informações, tecnologia e inovação”, afirma o diretor da FAEMG.


Gisele Rosso (MTb 3091/PR) 
Embrapa Pecuária Sudeste 
pecuária-sudeste.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (16) 3411 5625

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Dia de Campo - 16/12 - Campo Alegre

postado em 12 de dez. de 2017 09:58 por Augusto Portugal


Pastejo Rotacionado: 9 de novembro

postado em 10 de nov. de 2017 07:27 por Augusto Portugal


Balde Cheio: Números superam expectativas

postado em 3 de out. de 2017 10:54 por Augusto Portugal   [ 3 de out. de 2017 10:58 atualizado‎(s)‎ ]

BH, 02 de outubro de  2017

 


Em reunião na FAEMG, a EMBRAPA apresentou os resultados de 2016 do programa Balde Cheio; os dados foram levantados em 288 propriedades mineiras.  Os números mostraram que os resultados são positivos e a atividade leiteira, mesmo em momento de crise, pode ser rentável.  

 

Para o diretor da FAEMG e presidente da Comissão de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, “os indicadores mostram que, além de competitiva, a atividade nas propriedades assistidas pelo Balde Cheio podem ser menos dramáticas, mesmo em momentos de crise”.

 

O analista de agronegócio da FAEMG, Wallisson Lara, informou que “a média da produtividade das fazendas visitadas chegou a 4,4 mil litros/hectare/ano, números registrados em países como Uruguai e Nova Zelândia. “

 

A FAEMG  tem a gestão o Balde Cheio em Minas Gerais há cerca de dez anos; o programa é um projeto da Embrapa Sudeste (São Carlos/SP).  O coordenador do Balde Cheio, Walter Ribeiro, explica que o programa oferece assistência técnica em todas as etapas de produção. “Identificamos gargalos e ajudamos na busca de soluções e oportunidades”.

 

O Chefe Adjunto da Embrapa Sudeste, André Novo, disse que a parceria com a FAEMG está consolidada e é da maior importância para os produtores. “Os dados são a prova da eficiência e da importância do Balde Cheio para os produtores”. 

Convite: Dia de Campo em Lavras - 11/08

postado em 8 de ago. de 2017 06:55 por Augusto Portugal   [ 8 de ago. de 2017 06:57 atualizado‎(s)‎ ]


Convite: Palestra Balde Cheio Jequitaí

postado em 3 de jun. de 2017 14:34 por Augusto Portugal   [ 3 de jun. de 2017 14:34 atualizado‎(s)‎ ]


Palestra em Guaxupé: Projeto Balde Cheio

postado em 3 de jun. de 2017 13:44 por Augusto Portugal   [ 3 de jun. de 2017 13:45 atualizado‎(s)‎ ]


Palestra: o sucesso na produção de leite está em suas mãos

postado em 3 de jun. de 2017 13:15 por Augusto Portugal   [ 3 de jun. de 2017 13:15 atualizado‎(s)‎ ]


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